domingo, 7 de outubro de 2007

Não é fácil...

Não é fácil, Alexxa. Nada mesmo.

EU tento e parece que resulta. E falho e tento a seguir e falho outra vez e tudo aquilo que consegui nos últimos dois meses, principalmente a nível da consciência de mim mesma e dos meus momentos zen no meio do caos, é grandioso... mas há batalhas que são ridículas, mesmo quando se fala de uma luta entre o Bem e o Mal, ou a Vida e a Morte... E mesmo quando há segredos dentro de nós que...

Não estou tão moribunda em mim mesma, mas movimento-me como se de um espectro se tratasse, eu mesma me dou conta disso... E sei que não é hoje nem amanhã, mas quando EU morrer, vai ser só uma explosão de energia!... Espero que, para o Universo, de algum modo, ela seja benéfica, porque para mim ou a minha Alma, não vai significar nada. Nem mesmo o fim ou o princípio de algo.

Como dizia eu há dias, não estou mais viva que alguém à frente de uma bala, nem mais morta que alguém num caixão... Mas, continuo com a sensação de que a Minha Verdadeira Vida começa quando eu adormeço à noite... E que, para aqui vêm os restos da
VIDA que vivo nesses momentos secretos e... talvez seja por isso que os mesmos códigos não funcionam aqui...

Parece-te uma estória de ficção científica ou um Mundo Virtual?? Esquece lá isso!...
PURA REALIDADE!!

Beijos mil, Narizinho

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Não!!

Não!! Não queria vir aqui...
Não queria mesmo vir aqui...


Mas, luaR e Alexxa, que hei-de fazer com vocês??
Vim para um lugar, que julguei ser mais seguro e mais saudável que as quatro paredes daquele que já é o meu quarto há cerca de 15 anos... Dizias bem, fugi.

Mas não de uma pessoa em particular e sim, de todas!... No entanto, esqueci-me de fugir de mim e dei a morada a mim mesma. Belo disparate, n'é?!?!?

Assim, há vidas a rebentar que querem espraiar o Sol por aqui, apesar das nuvens que criei, demasiado espessas para que algo as atravesse. E a Grande Ceifeira voltou a fazer das suas. Não sei como lidar com a Morte. Já disse e avisei toda a gente que, perto de mim, merecia ser avisada. Já tentei dizer a todos de quem gosto, que gosto deles, para ver se ela me deixava em paz. Mas ela teima em ceifar... Desta vez ceifou uma Rosa que não era do meu Jardim, mas... dói uma dor tão igual às que não sararam, da minha roseira. E as duas vozes que oiço cada vez mais gastas, só penso: para quando?

E a mim, penso, porque me poupas??? E vou lutando, da minha maneira débil, ultrapassada e estúpida... Mas,hoje, ainda estou aqui.

Beijos mil, Narizinho